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Pai se torna cabeleireiro para cortar o cabelo de crianças especiais, como o seu filho.

Michel Oliveira, de Piraquara, em Curitiba, ficou chateado quando o cabeleireiro não quis atender Gabriel, que tem paralisia cerebral. Ele, então, deixou sua profissão de lado e virou especialista em cortar cabelos de crianças especiais.
Por Vanessa Lima – atualizada em 12/08/2015 16h19
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Michel e o fiho, Gabriel (Foto: Reprodução/ Facebook Michel Oliveira)

 

“Quando Gabriel tinha uns 3 anos, eu o levei a um salão para cortar o cabelo. Lá, o cabeleireiro me disse que não cortava cabelo de deficientes. Sai de lá chateado, passei numa farmácia e comprei uma máquina de corte. Eu mesmo cortei o cabelo do Gabriel. Em seguida, veio a ideia: por que não seguir isso como uma profissão? Assim, poderia dedicar mais tempo ao meu filho.

Gabriel tem paralisia cerebral. Receber a notícia foi um choque. Você fica sem chão no começo. Mas tem uma frase que eu sempre digo: ‘Deus te deu um filho especial; não o trate como deficiente’.

Minha esposa é vigia e eu trabalhava com mecânica industrial e agrícola. Contar a ela sobre o projeto de me tornar cabeleireiro de crianças especiais não foi fácil. No começo, é complicado mesmo para qualquer um aceitar a mudança, principalmente quando já está tudo organizado. Ao começar do zero de novo, o rendimento caiu bruscamente. Ficamos endividados por um bom tempo, mas, hoje, ela não só entende, como também me ajuda nas horas de folga.

Aos poucos, fui conquistando clientes. Comecei com algumas crianças especiais do meu bairro mesmo. Também faço trabalho voluntário nas APAEs (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), em asilos e orfanatos.

A maior dificuldade nesse trabalho é que, devido à rotina de terapias, muitas delas dolorosas, as crianças têm dificuldades em aceitar outra pessoa tocando nelas. É preciso ter muito jogo de cintura para conquistar a confiança. No entanto, é justamente aí que mora a grande recompensa, aquela que ajuda a superar qualquer obstáculo: é conseguir quebrar essa barreira do medo e ser aceito por essas crianças. Não me arrependo nem um pouco da mudança.

Meu filho ainda não se comunica verbalmente, mas está sempre do meu lado. Montamos um salão e lá tem um quartinho com brinquedos. Assim, ele pode ficar perto de mim.

Se temos filhos especiais, temos de agir como tal também. Precisamos ser especiais. Precisamos usar todos os talentos que temos para dar qualidade de vida aos nossos filhos e também para ajudarmos uns aos outros.” (sic)

Fonte: www.revistacrescer.globo.com

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