Candidatos recebem atendimento especializado no Vestibular da UFRGS

Candidatos recebem atendimento especializado no Vestibular da UFRGS

Estudantes com necessidades especiais realizam provas em locais com acessibilidade. Os vestibulandos podem solicitar 1 hora a mais para fazer os testes, uso de equipamentos médicos e/ou atendimento diferenciado.

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A cada edição do Vestibular, a UFRGS aumenta esforços para oferecer atendimento especializado aos candidatos com necessidades especiais e os que apresentam algum tipo de deficiência. Do acolhimento dos vestibulandos que chegam quase sempre em companhia de algum familiar ao auxílio em si para a aplicação da prova, tudo é pensado para proporcionar mais inclusão, equidade e a maior autonomia possível aos estudantes.

A Comissão Permanente de Seleção (COPERSE) organiza o atendimento conforme as demandas apresentadas na inscrição ao Vestibular. Em 2016, 88 candidatos solicitaram auxílio diferenciado para a realização dos testes. Eles são alocados em prédios com acessibilidade, que também oferecem espaço e conforto para os familiares que acompanham os estudantes.

Na manhã desta terça, dia 12, o reitor Carlos Alexandre Netto visitou alguns dos locais onde são aplicadas provas para esses vestibulandos na região central de Porto Alegre. Além de conferir como é prestado o atendimento, o Reitor conversou com as equipes de fiscais e coordenadores.

“Cada ano o atendimento a esse público cresce, com mais candidatos inscritos e com um grau altamente especializado de atenção. Entendemos que os candidatos com necessidades especiais, que têm talento e preparo para entrar na Universidade, não terão na sua condição especial um empecilho para chegar à UFRGS. E eles se classificando serão alunos da Universidade ano que vem. Como todos os outros,” declarou Netto.

Vestibulandos cadeirantes, com dificuldades de locomoção, deficientes visuais, auditivos, além de disléxicos estão concentrados, em sua maioria, em salas da Fabico. Já os candidatos com diversos tipos de síndrome como pânico, depressão, down e tourette, por exemplo, são acolhidos no Anexo 1 do Campus Saúde, e os estudantes com dislexia que não solicitaram 1 hora adicional para responder as provas ficam em salas na Esefid.

Como é o atendimento – Para os deficientes visuais, por exemplo, há provas em braile, impressas em tamanho ampliado, provas transcritas para a tela do computador de onde se pode ouvir as questões, além de software para transcrição da prova de redação. Para conforto e maior segurança, o estudante pode, inclusive, solicitar mais de um tipo desses recursos. Já os deficientes auditivos e os surdos contam com intérprete de libras que leem as questões, dão tempo para que os estudantes respondam e ficam de prontidão para atender qualquer dúvida. Os disléxicos, por sua vez, que apresentam frequentemente alguma dificuldade na escrita, têm apoio de fiscais transcritores de redação e de elipse, que ajudam os vestibulandos a preencher a folha de respostas. A maioria dos estudantes solicita hora adicional para responder os testes. Em muitos casos, quando há necessidade de ler a prova para o candidato é comum ficar apenas 1 estudante por sala com auxilio de dois fiscais.

Abstenção menor – Em 2016, até esta terça-feira, terceiro dia de provas do vestibular, o numero de candidatos com necessidades especiais faltantes chegou a 11, o que corresponde a 12,5% do total. A abstenção é inferior ao universo de candidatos sem deficiência que chegou a 21,13% nesta terça.

Com idade média de 20 anos, os candidatos com deficiência se inscreveram no Vestibular 2016 para cursos em áreas diversas como direito, medicina, economia, pedagogia e biblioteconomia, por exemplo.

Mais fiscais do que estudantes – Para melhor atender a um número cada vez maior de candidatos com deficiência que procura a Universidade com necessidades especiais de demanda, este ano a UFRGS disponibilizou 100 profissionais entre coordenadores, equipe de fiscais e auxiliares com capacitação e treinamento específico, para atuar na aplicação das provas. A maioria já trabalhou no vestibular neste tipo de atendimento, muitos são funcionários da UFRGS acostumados a lidar com inclusão no ambiente acadêmico, professores de libras, estudantes da Faculdade de Educação, além de dois coordenadores surdos, professores da Faced e da Letras, que facilitam a interação entre candidatos e as equipes.

A fiscal Nicole dos Santos não se encaixa exatamente nesse perfil. Ela é estudante de engenharia metalúrgica e há três anos trabalha no atendimento aos vestibulandos com deficiência.  “É comovente ver o esforço e a garra desses estudantes, que muitas vezes, não conseguem ler ou escrever, mas estão aqui batalhando por uma vaga. É nessa hora que vemos que nossos problemas são muito, muito pequenos”, disse a jovem.

Pioneirismo e referência – O atendimento especializado aos vestibulandos com necessidades especiais está longe de ser novidade na UFRGS. Em 1994, foi instituída a prova em braile, primeira iniciativa para atender candidatos com necessidades especiais. No último concurso, em janeiro de 2015, a Universidade atendeu 79 candidatos com essas características, incluindo deficientes visuais e auditivos e estudantes com dislexia e com mobilidade reduzida. Em 2014, foram 72 estudantes; em 2013, 63 vestibulandos; e em 2012, 53 candidatos com deficiência.

A Universidade dispõe de apoio de professores dos cursos de Letras que atuam também no curso Fonoaudiologia para avaliação das redações dos candidatos com dislexia. A meta de sempre se antecipar às demandas transformou a UFRGS numa referência para outras universidades que estão implementando ações de inclusão.

Entrar e ficar – O serviço prestado no momento do Vestibular tem continuidade quando o estudante ingressa na Universidade. Por meio das ações do Núcleo de Inclusão e Acessibilidade da UFRGS, criado em julho de 2014, são estudadas e implantadas estratégias para favorecer a permanência na Universidade.

O Núcleo trabalha com duas principais linhas de ação: articulação, fomento e consolidação da política de inclusão e acessibilidade da UFRGS; e acompanhamento e apoio técnico às pessoas com deficiência. Estudantes acompanhados pelo Núcleo contam com atividades de apoio técnico como ledor escrevente, produção de materiais didáticos em braile, tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais (libras), ampliadores de tela e lupas eletrônicas, acesso a softwares ledores, guias videntes e acompanhamento em sala de aula e em atividades extraclasse.

Fonte: http://www.ufrgs.br/

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