Campinas sedia a 4ª Caminhada pela Inclusão

Com o slogan "Eu Faço Parte", o evento chamava a atenção para a importância da inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado formal de trabalho

Campinas sedia a 4ª Caminhada pela Inclusão

22/03/2015 – 14h33 – Atualizado em 22/03/2015 – 18h01 | Inaê Miranda (Correio Popular)

Até o Sol que andava sumido nos últimos dias, deu o ar da graça na manhã deste domingo (22), levando ainda mais brilho e alegria para a 4ª Caminhada pela Inclusão, promovida pelo Centro de Educação Especial Síndrome de Down (Ceesd), na Praça Arautos da Paz. Com o slogan “Eu Faço Parte”, o evento chamava a atenção para a importância da inclusão das pessoas com Síndrome de Down no mercado formal de trabalho, nas escolas e na comunidade. A caminhada reuniu cerca de 1,5 mil participantes, entre crianças e adultos com Síndrome de Down, amigos, parentes e pessoas que aderiram a causa.

 

 

A concentração teve início por volta das 9h. Os palhaços arrancaram sorrisos e caretas da garotada. O evento contou ainda com a presentações de grupos de capoeira e de dança do Ceesd e da Fundação Síndrome de Down. Vestido a caráter, com o seu chapéu, cinturão e portando um imenso berrante exclusivo, presente do amigo Sérgio Reis – ele mesmo, o cantor – Rogério Afonso, de 38 anos, deu um show a parte. Mostrou o talento e o fôlego para a multidão concentrada na Arautos da Paz. Morador de Cosmópolis, Afonso adorou o evento. “Vou guardar no meu coração, que está a mil por hora”, afirmou.

 

Estudante universitário de Design e Comunicação, Daniel Lima de Miranda, de 20 anos, mostra dia a dia a que veio. Está sempre superando limites e rompendo barreiras. Dani está no primeiro semestre da faculdade. Estuda de manhã, faz academia à tarde, e reserva um tempo para dar atenção à namorada. Tem uma vida social como qualquer jovem de sua idade. Palmeirense, Dani boy, como também é conhecido, é excelente piloto de quadriciclo e de “bike”. Na vida profissional, deseja seguir os passos do irmão, que atua como publicitário.“Sou um universitário com Down que procura não só as respostas, mas um futuro melhor”, afirmou ele.

 

A Pediatra Flávia Nogueira, mãe do pequeno João Augusto, de 4 anos, a caminhada chama atenção da sociedade a respeito da inclusão e ajuda a aumentar a aceitação e o respeito. “Acho que tem melhorado muito a questão da inclusão, mas ainda tem muito a se fazer. Há um desconhecimento geral sobre o assunto. Algumas pessoas acham que sabe, mas nada muito aprofundado”, afirmou a médica, que se especializa no assunto.

 

Tia do pequeno Oliver Francisco, de 2 anos, a vice-diretora escolar Silza Valentini diz que percebe as mudanças positivas em relação à inclusão das pessoas com síndrome de down atualmente, especialmente com o apoio das entidades. “Tenho uma tia de 50 anos, também com a síndrome, e ela se desenvolveu dentro do ambiente familiar. Aprendeu aquilo que foi dado a ela e não avançou tanto. Com o Oliver, corremos atrás de apoio e ele tem aprendido bastante. A sociedade também tem uma maior aceitação das pessoas com síndrome de Down, mas precisa melhorar na questão do emprego”, completou Silza.

 

A caminhada também faz referência ao Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado no dia 21 de março. “A ideia é chamar a atenção para a importância da inclusão das pessoas com Síndrome de Down, e dos deficientes de maneira geral, no mercado de trabalho formal, na escola”, afirmou Danilo César Maccari, diretor de marketing do Ceesd. A instituição acolhe e oferece suporte para o desenvolvimento global de crianças e adultos com Síndrome de Down. “Quanto mais cedo é dada essa assistência, melhores são os resultados”, acrescentou Luiz Gustavo Vargas, que apoiou na organização.

 

A Caminhada pela Inclusão também contou com o apoio da Prefeitura. A primeira dama de Campinas, Sandra Ciocci, esteve no evento, acompanhada da secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida Emmanuelle Alkmin. “A caminhada é organizada por pessoas muito empenhadas e que estão ali prontas para defender a inclusão. É uma bandeira importante, tanto que a gente tem até uma secretaria”, afirmou Sandra. O evento, segundo Emmanuelle, mostra que a inclusão pode ser leve, diária e fazer as pessoas felizes. “Desmistifica a questão da deficiência intelectual. Aumentando a informação e o conhecimento, por meio de eventos como este, o preconceito diminui”.

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