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A volta da mãe ao mercado de trabalho e a angústia ao deixar os filhos

A psicóloga e educadora sexual Ana Canosa, de São Paulo, com 25 anos de atuação profissional, acredita que o exclusivismo da mãe e a cobrança cultural dificultam o processo da volta à ativa. Leia, a seguir, sua entrevista à CRESCER
Por Crescer – atualizada em 29/04/2015 18h09

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CRESCER – Por que a mãe teme a hora de se separar do filho?
Ana Canosa – Primeiro, pelo receio de que ele estabeleça outros vínculos afetivos. Depois, porque há a ideia de que deixá-lo com a babá ou na creche seja negligenciá-lo, o que não é verdade. As crianças não precisam 24 horas por dia da mãe, embora a figura materna seja muito importante. Ler sobre o desenvolvimento infantil, informar-se com especialistas e participar de grupos de debate ajudam a lidar com essa culpa. É fundamental que outras pessoas ocupem esse espaço afetivo na relação com a criança.

CRESCER – Como minimizar esses efeitos?
Ana – O filho pode ser feliz em muitos contextos desde que, quando estiver com a mãe, sinta que está realmente presente em afeto e acolhimento. Portanto, no momento de se dedicar à brincadeira com o ele, concentre-se totalmente, divirta-se e tente esquecer o mundo lá fora.

CRESCER – É possível coviver bem com a escolha de ser mãe e profissional ao mesmo tempo?
Ana – Sim. Ter prazer e satisfação de trabalhar ainda parece tabu para algumas mulheres, como se isso as tornasse mães piores do que aquelas que escolheram doar tempo e energia para a prole. Quanto mais feliz for a mulher, melhor o modelo de mãe a ser transmitido para o filho. Fique em paz com as suas escolhas e deixe que os outros te ajudem com as atividades da rotina. Não adianta querer ser a mulher maravilha porque você vai se frustrar. E seu filho precisa aprender a conviver com a mãe que tem – uma pessoa falível como qualquer outra. Ao mesmo tempo em que as mães ficam cansadas de fazer tudo, elas mesmas não aguentam o afeto da criança ser compartilhado com outras pessoas – como a babá, a professora, a avó etc. [sic]

Fonte: www.revistacrescer.globo.com/Familia

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